Chamo-o de Manteiga. O nome louco remete a uma insensata escolha de materiais alimentícios na geladeira aqui de casa e não interessa para o teor desse texto. Só fiz essa citação por mera questão de explanação superficial. Não fiquei maluco, tomem nota. Mas de qualquer forma talvez seja uma escolha insólita para nomear alguém. O fato é que pegou, não consigo chamá-lo de outra forma. Eu até tento, juro; mas parece que o Manteiga quer mesmo assim ser chamado. Pensando superficialmente, até que combina com a personalidade dele: escorregadio com as palavras e o assuntos, sempre dando um jeito de estar por cima. Isso sem falar na desagradável capacidade dele de sempre fritar os outros com seus argumentos infelizes. Ah, perdão leitor, caí em devaneio. Deve estar se perguntando de quem falo.
Falo do outro eu. Falo de meu adorado alter-ego. Sim, tenho um. Não é birra, frescura, mania de achar coisas estranhas em mim ou de jogar a culpa das merdas que falo e escrevo em cima de algo imaginário. Ele é fato. Ele existe. E eu (in)felizmente não tenho controle sobre ele. Ele surgiu assim quieto, sem avisar, com poucas pretensões. Surgiu da minha necessidade de responder certas injúrias nesse universo virtual, e logo tornou-se uma parte diferente de mim mesmo. Ás vezes eu sou eu, ás vezes eu sou ele. Não é uma dupla-personalidade, no entanto. Tenho plena ciência de quando ele aflora. E, enfim... Ele surgiu dentro da minha cabeça e surge, de vez em quando, para me auxiliar com o mundo das letras e do pensamento. E para agradecer-lhe esses mais ou menos três anos de existência, escrevo esse texto.
Bom, o Manteiga é como já disse: escorregadio. Você dificilmente irá conseguir pegá-lo com um jogo de palavras ou com alguma pegadinha. Pode até conseguir, mas ele jamais admitirá. É um orgulhoso, um teimoso. Não que seja arrogante (ou talvez seja), mas detesta estar por baixo. Sempre espere dele uma resposta afiada, cortante, e até quase sempre ultrajante. Mas não precisa munir-se de armas vocais para conversar com ele: é até certo ponto receptivo, quando lhe convém. E não é de todo o mau: é até certo ponto voluntarioso, diligente, sempre disposto a começar coisas novas e conhecer gente nova.
É inteligente, de certo. Sabe relacionar conceitos como ninguém. Assimila com facilidade de tudo um pouco e sabe transmitir isso muito bem. Se preciso de informação, sei a quem recorrer. Ele é sério, entretanto. Não gosta de piadinhas, acha-as zombeteiras. Costuma responder implacavelmente ao humor. Não gosto disso nele, mas não posso controlá-lo. Hm, bem, esses são os traços da personalidade sisuda dele. Com certeza deve estar o odiando nessa altura do texto, mas é normal. Ele é odioso por natureza. Talvez tenha decidido surgir aqui na minha cabeça para não perturbar muito. Mas enfim...
Redijo esse texto simplesmente para dizer isso. Quase sempre quando estou escrevendo os meus textos e colocando essas palavras, expressões, comparações e neologismos que não fazem sentido é porque estou com o Manteiga no topo da cabeça, ditando o texto. E se, no final das contas, quem escreve as minhas postagens é ele, então obviamente quem digita essa aqui também é ele. O que basicamente significa que ele está escrevendo sobre ele mesmo!
Vejam só. Além de tudo ainda é egocêntrico.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O outro lado

Se há algo no mundo que me irrita profundamente é a auto-promoção. Ou melhor, a pseudo auto-promoção. Todo mundo conhece alguém que se acha o pacote de farinha mais gordo do mercado, a lâmpada mais iluminada do corredor mórbido do hospital. O problema é quando essas pessoinhas se deparam com a realidade. Ficam o tempo todo a flutuar em seus sonhos estapafúrdios de realidades alternativas nas quais elas trajam a coroa da enganação dos outros e de si mesmas. Tais pessoas vivem a achar que são as melhores, que estão no topo da montanha que bóia sobre o a pária embebida em fracasso que eles acreditam serem os demais. Com seus objetivos fúteis e suas vidinhas tolas de mentira, tais pessoas infelizmente buscam apenas a tentativa imbecil de provar para si mesmas que não são um fracasso completo. Mas isso apenas as destrói mais ainda.
Caro leitor, não pense que estou aqui para criticar. Estou aqui apenas para falar que essas pessoas serão irremediavelmente puxadas para baixo por forças gravitacionais meteóricas chamadas realidade e convivência. Gente que se acha melhor, que acha que tudo que faz é digno de um troféu e que acha que arrasa por detalhes imbecis é incapaz de viver em uma sociedade como a nossa. O conceito de modismo está caindo, meus caros. O barco da futilidade está a naufragar. Só posso lamentar por aqueles que vivem em suas campinas róseas com suas ilusões tolas de que são a "nata" da sociedade. O choque de realidade que virá é brusco para qualquer um. Temo por estes que citei aqui, pois para eles será ainda mais forte. Será uma descarga intensiva.
Como os fiéis dessa idolatria fracassada virar-se-ão quando a aeronave cair? Mas ainda há tempo de acordar. De aprender que os outros têm valor e precisam de reconhecimento. Viver não é tão difícil quanto parece. E não é tão simples para meramente resumir-se em uma vivência tola. A pequenez de atos ridículos de auto-promoção é um paradoxo perfeito perante a opulência que parecem gerar. Só lamento.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Nós ainda estamos nos divertindo?

Talvez não mais seja uma questão de mudar os detalhes, mas quem sabe o ator principal. Talvez o problema não seja o cenário, não sejam os figurantes. Talvez seja o roteiro, mas eu acho muito mais provável que o ator esteja com problemas. Quem sabe ele não saiba mais se o papel que desempenha está funcionando, talvez ele não saiba mais se ele é o ator ou se ele é o real fingindo ser um ator. Talvez ele queira agrados, aplausos, mas como pode ele ser aclamado se nem ele sabe o que está fazendo? Talvez um dia ele tenha sido uma criança inocente que tinha sonhos e ilusões. Talvez ele tenha sido fraco e não tenha conseguido aceitar seu chão esburacado e o céu despedaçado. Talvez ele seja medíocre porque não admite cair. Talvez ele precise urgentemente interpretar um outro papel, mais convincente, real. Talvez esse papel seja sua própria vida.
Quem sabe seus medos e seus ascos o dominam invariavelmente. A hipocrisia contamina seu sangue enquanto mentiras e impressionismos que ele não precisa vão tomando sua mente. "Só uma" ele diz "para tentar ser mais presente". Mas talvez sua ânsia por ser notado, por ser valorizado e por não ser pisado faça-o esquecer que ele é o roteirista da peça que encena. Talvez ele precise identificar quem vale a pena. Talvez seja a hora desse ator abaixar a cabeça, reconhecer que não pode ser louvado pelo papel que cumpre, mas pela pessoa que é. Talvez a maior vergonha seja a maior humildade e a melhor chance dele ser reconhecido pelo que fez.
Talvez. Só se pode ter certeza tentando. O ator deve recolher-se aos bastidores.
sábado, 8 de maio de 2010
Locus Horrendus

Percebi agora que nunca criei um texto para apresentar-me propriamente neste blog. Bom, sou da filosofia do antes tarde do que nunca, mas seria de fato pouco interessante fazer isso por agora. Conheça-me por meus textos e opiniões, pois muito falam de mim. De qualquer forma, estava eu vegetando quando tive vontade de falar desse gosto particular meu que muita gente acha... Como posso dizer... Perturbador. Não, não sou um necrófilo (se me permitem o humor negro). Refiro-me ao título deste post e ao que retrata-se pela imagem que abre-o. Locus Horrendus.
A expressão vem do latim e significa, como está bem na cara, "lugar horrendo". Pois explico-me, porque um lugar horrendo me atrai tanto? Por causa da força dos elementos mórbidos que compõem a noite e seus agregados. Costumo escrever algumas histórias medievais em um certo forum, e as pessoas me diziam por lá que eu tinha uma facilidade tenebrosa de descrever ambientes soturnos passados na voluptuosa madame chamada noite. Sabem, não consigo me imaginar preferindo o dia, o Sol, a claridade. Nasci perto das oito horas da noite, será que tem algo com meu espírito mais byroniano? De qualquer forma, a noite não é o único elemento do locus horrendus.
Vejo que estou entrando em devaneio. Bom, como deixei claro nas entrelinhas, tenho um gosto perturbador por tudo relacionando ao horrendo, ao hediondo. Muitas pessoas sentem-se pouco a vontade durante a noite, durante tempestade elétricas ou em lugares como florestas fechadas e cemitérios. Pois, sabe-se lá por que, não tenho esse problema. Quando começa a chover forte e os relâmpagos dançam no céu, corro para a janela a fim de observá-los. Adoro quando fica nublado, quando escurece, quando os sons da noite causam um arrepio involuntário. Gosto de imaginar trigais extensos repletos de corvos a grasnar, cemitérios soturnos com uma densa névoas esverdeada e ainda ruas alagadas pelas chuvas prateadas. Sim, é estranho. Mas é uma particularidade de meu ser que muito me agrada.
Se pudesse viveria sempre próximo a estes ambientes. Faço o que posso: costumo sentir-me muito melhor durante a noite do que de tarde. Tanto é que, sobretudo em fins de semana, passo todo o dia esperando a chegada da noite, e ainda da madrugada. O convidativo sinistro frio da penumbra é muito interessante, não é? Tenho certeza que não sou o único ser humano de hábitos noturnos a perambular por aqui.
Enfim, foi um post para expressar isso. Apenas uma das controversas características da minha pessoa ^^
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Alice

"When the world is crashing down, when I fall and hit the ground, I'll turn myself around, don't you try to stop it."
Nunca versos de uma música foram tão fortes para mim quantos estes. Para os desinformados de plantão, refiro-me ao refrão da música "Alice" (por vezes chamada de "Underground") da cantora Avril Lavigne. Sabem... Sempre que eu escuto tais versos, eu me pego pensando. Pensando em quê, afinal? Nas coisas de sempre. Na vida, no passado, no presente e, sobretudo, no futuro. E devo-lhes dizer, ás vezes eu sinto como se o céu estivesse caindo sobre minha cabeça. Hoje foi um desses dias. Sabe aqueles momentos em que tudo vira de cabeça para baixo, em que o apocalipse parece se desenvolver no seu universo particular e em que você deseja infinitamente dormir e não acordar mais? Hoje eu soube de tudo isso. Nada de pompa aconteceu. Ninguém morreu, adoeceu. A casa não pegou fogo e eu não quebrei a perna. Mas instituiu-se uma tempestade sem igual na minha cabeça.
Vi-me perante a limiar do abismo. Tudo graças às perspectivas para o futuro, evidentemente. Depois de tanto pular de uma nuvem para outra com a sensação de que nunca iria cair, eu fui puxado para o solo por uma realidade tenebrosa: as coisas podem ser piores do que parecem. Os sonhos podem se despedaçar. Nada pode fazer sentido. De uma hora para outra todas as minhas ilusões caíram ao pedaços como os cacos de um espelho, e, como disse alguém, você só pode se ver desiludido se um dia esteve em ilusão. E eu percebi que fantasiei. Fantasiei coisas sobre um futuro incerto, coisas que eu não poderia alcançar. Porque? Porque eu não sabia como alcançá-las.
Mas está tudo bem agora. Tudo graças a certos versos de uma certa música. "Quando o mundo estiver desabando, quando eu cair e atingir o chão, eu vou me virar, não tente me impedir.". Como isso pôde me ajudar? Simples. Mostrou-me que, apesar de um exemplo fictício, essa música é bem real. Se eu resolver ficar caído no chão esperando o céu me esmagar, beleza. Se eu quiser sentar e esperar, adiar as coisas e ficar o tempo todo falando "Quando eu morar sozinho, vou fazer isso, aquilo e bla bla bla", tudo bem, eu posso. Mas que não reclame depois. Não quero mais mandar minha mente para o futuro para fugir da realidade. Chegou a hora de me jogar no Oceano do aqui e agora. Vamos lutar contra a corrente. O primeiro passo dessa escada eu dei agora, desabafando. O segundo eu estou quase dando, mas este, é segredo. Por enquanto.
sábado, 13 de março de 2010
Não ao Nazismo!

A gente vê no Fantástico e acha que nunca vai acontecer com a gente. Curioso como somos. Sabe aquelas reportagens sobre Neonazistas que costumam aparecer a cada mês, nas quais geralmente há um flagrante de uma reunião onde eles ficam gritando "Hail Hitler" e adorando suas suásticas? Pois este post não trata disso. Não vou citar nomes, não vou fazer alusões e nem vou citar aonde aconteceu. O máximo que adianto é que eu moro em uma cidadezinha de vinte e cinco mil habitantes. O último lugar do mundo aonde você acha que Hitler iria por os pés. Ah, mas ele o fez. Conheci uma pessoa que aparentava ser muito quieta, retraída. Pensávamos, eu e meus amigos, que estava tímida por ser nova na cidade. O caramba. Talvez ela fosse tímida mesmo, mas e se eu disser que acho mais provável que seu silêncio era fruto de um rancor absurdo, de uma pseudo-superioridade que ela poderia julgar ter?
Conversa vai, conversa vem, bateu-se na tecla errada e a bomba explode. "Eu apoio Hitler", disse a pessoa, mais ou menos. E ficou o silêncio. Estamos no século XXI. Como alguém, a essa altura do campeonato, pode falar uma coisa dessas? E ela continuou: disse que apoiava incondicionalmente o que o "glorioso führer" havia feito e que se estivesse na Alemanha de 1939 teria adorado integrar as forças Nazistas. Ou seja, ela estava falando que apoiava a intolerância, a irracionalidade e sobretudo o genocídio! Ela disse que não tinha preconceitos, mas que não gostava de judeus nem poloneses (tenho uma amiga que descende de poloneses. Imaginem a cara que ela fez quando ouviu isso da pessoa...). E ela estava sorrindo e nos encarando como se fosse a coisa mais natural do mundo! Tá certo que todos temos de ter um posicionamento, uma opinião. Mas aquilo era ridículo.
Não, ela não tinha uma suástica tatuada. Não, essa pessoa não se vestia de vermelho. Não, não estava querendo nos fuzilar. Mas vamos combinar, as palavras tem um peso MUITO superior ao dos atos, não é? "Eu apoio o que ele fez". Então ela apóia pegar seis milhões de judeus e os matar lentamente, deixando-os aterrorizados antes do último suspiro. Quando ela disso isso, quando vi os olhos de inocência de quem não estava cometendo pecado algum dessa pessoa... Me deu ânsia de vômito. Como me arrependo de não ter falado tudo e mais um pouco. Então ela apóia tratar seres humanos como lixo? Apóia uma segregação IMBECIL da sociedade? Que merda de pensamento tão século XX é esse? Como pode ela ser tão... Leviana? Não adianta falar que não era isso que ela quis dizer. Porque a partir do momento que você diz que Hitler foi um grande pensador, um grande homem, você não pode negar o Holocausto, não pode negar o terror, não pode negar a Segunda Guerra. É um peso cultural muito grande. É história demais, é dor demais, é selvageria demais pra ignorar. A partir do momento que você diz "Eu apoio Hitler" você está automaticamente dizendo que, se dependesse de você, todos os judeus do mundo poderiam morrer. Que todos os gays são lixo, os poloneses, os ciganos e por aí vai.
Como pode alguém, em plena época da globalização, ter um pensamento tão... Tão nojento? Falar essas coisas é cuspir nos Direitos Humanos, é cuspir na Igualdade, é cagar na humanidade como um todo. Estou fazendo tempestade em um copo d'água? Não, não estou. Alguém que fala tais barbáries é aquele que vai estar indiferente ao preconceito, é aquele que vai educar seus filhos pra serem agressivos e racistas. É aquele que vai fazer o mundo apodrecer. Desculpem se este texto não fala nada com nada, mas eu simplesmente não podia abaixar a cabeça e fingir que não aconteceu nada. Eu não posso ficar calado perante isso. Me arrependo, digo de novo, de ter simplesmente saído de perto quando ela disse aquilo. Eu devia ter rebatido. Me sinto sujo por ter abaixado a cabeça e ter ido embora. E se for pra compensar, então que eu diga aqui, pra que todos os passantes leiam: ABAIXO O NAZISMO!
Acho que me sinto mais leve depois disso.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Cada um no seu quadrado.

Dormir é uma atividade que todo mundo gosta, não é? A melhor coisa que existe no universo é deitar e hibernar depois daquele cansativo dia na cidade. E faz bem dormir, é evidente. Então, quando a gente acorda no dia seguinte as sete da manhã pra retomar a rotina, é naturalíssimo que estejamos com uma vontade inenarrável de fechar os olhos e pescar o maior peixe da lagoa. Mas sabemos que não dá. Vamos pro trabalho ou pra escola (meu caso) e tudo que queremos é um momento de paz para podermos organizar os pensamentos e poder aceitar que mais um dia começou. E até que isso aconteça, o mal humor domina. Sendo assim, a pior coisa que pode acontecer nesse momento de vegetação intensa (não entendeu? Leia meu primeiro texto :)) é alguém brotar do além e invadir o seu espaço.
Epa! Você louco pra ficar a sós com sua mente e a atividade que está fazendo (se é que está fazendo alguma) e chega aquela pessoinha falante louca pra falar da sua vida, da novela, da música que gosta e de como ela ama você. Você gosta daquela pessoa, você sabe que deve ouvir a ela. Mas tudo o que você quer é virar e falar: TÁ BOM, VAI PRA ****. Oh, que revoltante. Digo isso porque dá nos nervos querer vegetar e saber que os outros estão prontos pra falar, pra ignorar sua vontade e destruir o seu momento. Conversar é bom? É óbvio. Falar com os amigos deixa todo mundo mais feliz. Mas não quando você não quer. Em um relacionamento, este é um tópico importantíssimo. Cada um com seu espaço, cada um com seus pensamentos. Tudo pode estar certo até que as sementes da discórdia nos devorem.
Se alguém está lendo isso está com certeza pensando "poxa, mas o que é que ele quer dizer com tudo isso?". Na realidade, eu quero dizer tudo e quero dizer nada. Estou desabafando. Esse espaço é o único que eu tenho que não pode ser verdadeiramente violado. Onde eu posso me expressar. Aqui não tem nenhuma mala sem alça pra me atormentar nos meus momentos de eu comigo mesmo e só. É um refúgio. Mas enfim, pra concluir (não gosto de deixar as coisas inacabadas): vamos construir relações de afeto começando com o respeito mútuo. Mas não só o tratar bem e falar as verdades quando for preciso, mas também saber reconhecer quando o outro quer se afastar. Não estou falando dos elefantes que, na hora da morte, se afastam da manada. Estou falando de deixar que a ovelha saia do curral pra provar um novo pasto. Ninguém precisa superproteger e estar sempre perto dos outros pra não perder a amizade. Vamos deixar os nossos amigos - e a nós mesmos - livres pra voar. Em seu devido espaço aéreo, é verdade.
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